Teste: Nissan Tiida
Preço: R$ 63,8 mil
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Um versátil hatchback de porte médio, esse é o Nissan Tiida. Importado do México, o Nissan Tiida oferece espaço, acabamento primoroso, confiabilidade mecânica e desenho moderno por um custo-benefício atraente. Será vendido inicialmente em duas versões de acabamento, com câmbio manual de seis marchas ou automático de quatro velocidades e motor com quatro cilindros 1.8 16V de 124 cv.
Único hatchback de origem japonesa à venda no mercado brasileiro, o Nissan Tiida está chegando às lojas para consolidar os objetivos do plano Shift_mercosul. Implementado em setembro do ano passado e apoiado por investimentos de US$ 150 milhões, o plano traça uma série de objetivos para solidificar a marca no País. Entre seus concorrentes diretos estão: Fiat Stilo, Focus hatch, Golf, Astra hatch e Peugeot 307.
O Tiida é uma peça importante dentro da estratégia da marca, que está buscando contato com um público novo: um carro que atrairá sobretudo os jovens, não apenas na idade, mas principalmente os jovens de espírito.
O novo Nissan Tiida começa a ser vendido como modelo 2008, nas versões de acabamento S e SL. Os equipamentos de série incluem:
- Ar-condicionado
- Vidros, espelhos e travas elétricos
- Coluna de direção com regulagem de altura
- Direção elétrica
- Rádio CD player
- Airbags frontais
- Rodas de liga-leve de 15 polegadas
Uma linha de acessórios desenvolvida para a personalização do carro estará disponível nas lojas – do rack de teto às ponteiras de escapamento cromadas, serão oferecidos 12 itens. O modelo será comercializado nas cores Preto Premium, Vermelho Alert, Prata Classic, Bege Sandstone e Cinza Magnetic (esta última a partir de setembro).
Design
As linhas do Nissan Tiida conservam estreita ligação com elementos de estilo presentes nas novas gerações de modelos da marca. A dianteira, em que se destacam a ampla grade, as linhas do capô e os faróis de formato irregular, é identificada com a dianteira do crossover Nissan Murano. As lanternas traseiras em elipse foram inspiradas nas do esportivo 350Z.
A superfície da vigia traseira é curva, e seu formato determina o desenho da tampa traseira. Dois vincos no centro da tampa criam sutilmente a figura geométrica de um trapézio para emoldurar o logotipo da marca. O resultado é harmônico.
Outra solução de estilo inconfundível no Nissan Tiida é o teto com caimento acentuado, recurso que cria a sensação de movimento e, ao mesmo tempo, favorece o espaço interno. Passageiros com estatura elevada contam com ampla área para as pernas e cabeça. O Nissan Tiida possui o maior comprimento (4.295 mm) e altura (1.545 mm) entre os concorrentes diretos.
Motor e desempenho
O motor quatro cilindros do Tiida é da mesma família do 2.0 16V que equipa o Sentra. Feito de alumínio e com 1,8 litro de capacidade cúbica, o motor se destaca pela suave curva de torque e pelo baixíssimo nível de vibrações. Ele responde divinamente aos comandos do acelerador, servindo com brilho tanto ao motorista mais pacato quanto ao mais arrojado.
Para o primeiro, o bom torque em baixas rotações evita a necessidade de acelerar; para o segundo, tanto faz se é necessário ou não pisar no pedal da direita — o fato é que é muito bom fazer isso. O ponteiro do conta-giros sobe com vontade.
A potência de 124 cv (5.200 rpm) combinada com o torque de 17,5 kgfm (4.800 rpm) proporciona desempenho com economia de combustível. De acordo com as medições em laboratório, conforme a norma brasileira (ABNT/NBR 7024), a média de consumo da versão com câmbio manual é de 11,6 km/l no ciclo urbano e de 16,8 km/l no ciclo rodoviário. A velocidade máxima é de 192 km/h e a aceleração de 0 a 100 km/h é atingida em apenas 10,6 segundos.
A suspensão, adaptada para o terreno local, é formada pelo sistema do tipo McPherson na dianteira e por eixo de torção na traseira, e é apoiada por amortecedores com ripple-control, que absorvem com maior eficiência as irregularidades do piso. A versão SL vem com freios auxiliados por ABS, com controle eletrônico de frenagem (EBD) e assistência de frenagem (BAS).
Espaço interno e porta-malas
A arquitetura interna foi projetada para ser funcional e confortável: o interior é arejado e, ao mesmo tempo, aconchegante. O espaço só é comparável ao de sedãs de categoria superior — passageiros com estatura elevada contam com ampla área para as pernas, ombros e cabeça.
O banco traseiro na versão SL conta com mecanismo de deslizamento horizontal sobre trilhos, de até 24 centímetros, e encostos reclináveis (60/40). Na posição normal, o volume do porta-malas é de 289 litros (VDA); com o banco avançado, a capacidade salta para 463 litros.
O encosto do banco traseiro, bipartido na proporção 60/40, ainda pode ser rebatido para permitir o transporte de objetos longos, como prancha de surfe ou plantas de projetos arquitetônicos. O conjunto traseiro permite quatro diferentes tipos de configurações, e com os bancos totalmente rebatidos a capacidade de carga do Tiida atinge 2.056 litros.
Há nichos e compartimentos distribuídos em todo o interior para acomodar de copos a pequenos objetos. Um porta-óculos junto à iluminação dianteira e o porta-CDs acima do rádio complementam o caráter versátil do veículo.
O painel, de concepção minimalista, tem comandos ergonomicamente distribuídos e de alcance intuitivo.
O Nissan Tiida é equipado com motor quatro cilindros 1.8 16V construído em alumínio. Da mesma família de motores do Nissan Sentra, é caracterizado pelas dimensões compactas, pelo baixo peso e pela suavidade de funcionamento.
São 124 cv entregues a 5.200 rpm, potência suficiente para dar agilidade à massa de 1.260 quilos do Tiida (peso da versão completa, com câmbio automático). A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em apenas 10,6 segundos (carro vazio, com câmbio manual), e a velocidade máxima é de 192 km/h.
Câmbio manual de seis marchas
A transmissão manual de seis marchas merece verdadeiro destaque: é acionada por uma alavanca ergonomicamente posicionada e de reduzido curso entre as marchas. A sensação é de esportividade — o câmbio de seis marchas é daqueles que fazem até fãs radicais de automáticos pensarem em sacrificar o conforto. Os engates são precisos, suaves, exatamente do jeito que toda transmissão manual deveria ser.
A embreagem, com auxílio hidráulico, tem acionamento suave. A sexta marcha é um diferencial muito importante: em velocidade de cruzeiro, pisa-se pouco no pedal do acelerador e o motor trabalha em rotações mais baixas, ganhando em consumo e em durabilidade.