Safety Centre da Volvo já fez mais de sete mil testes de colisão
Inaugurado em 2000 em Gotemburgo, centro da Volvo submete em média um carro novo a crash test por dia

O Volvo Cars Safety Centre, em Gotemburgo, na Suécia, já realizou mais de sete mil testes de colisão desde a sua inauguração, em 29 de março de 2000, pelo rei Carl XVI Gustaf. No laboratório, considerado um dos mais avançados do mundo, em média pelo menos um carro novo da marca é submetido a um crash test por dia.
Gotemburgo é o berço da montadora: foi de lá que, em 14 de abril de 1927, o primeiro carro da Volvo saiu da fábrica. A estrutura reúne duas pistas de testes, com 108 e 154 metros de extensão. A mais curta é móvel e pode ser posicionada em ângulos de 0 a 90 graus, o que permite simular colisões em diferentes ângulos e velocidades, inclusive entre dois veículos em movimento. Os carros podem ser submetidos a batidas de até 120 km/h.
Na área externa, o centro realiza testes de capotamento e de saída de pista, nos quais os veículos são lançados em uma vala em alta velocidade. O espaço também serve ao treinamento de equipes de resgate. Em um dos testes especiais já feitos, a Volvo lançou carros novos de uma altura de 30 metros — equivalente a um prédio de cerca de sete andares — para simular os danos severos típicos de acidentes extremos e apoiar o preparo dessas equipes.
Na área principal, uma barreira de impacto de 850 toneladas é usada em batidas frontais, traseiras e laterais. O obstáculo pode ser deslocado, quando necessário, com o auxílio de colchões de ar. O laboratório conta ainda com cerca de duas dúzias de barreiras fixas e móveis, entre elas uma estrutura que simula um alce, para reproduzir acidentes envolvendo animais de grande porte.
Durante as colisões, o veículo, os bonecos de teste — os “dummies” — e as barreiras levam sensores que registram detalhadamente toda a sequência de eventos, e dezenas de câmeras de ultra alta definição filmam o teste de todos os ângulos possíveis. Antes do teste físico, o modelo já passou por milhares de simulações computadorizadas. O centro também foi preparado para realizar testes de colisão com carros elétricos de forma segura.
A Volvo usa ainda os chamados “Human Body Models”, modelos de corpos humanos de diferentes tamanhos, formas e gêneros, para entender a singularidade de cada pessoa e desenvolver as mais recentes inovações em segurança.
“O compromisso com a segurança não se resume a passar em um teste ou obter uma classificação de segurança. A Volvo tem como objetivo descobrir como e por que ocorrem acidentes que podem levar passageiros e pessoas fora dos carros a terem lesões. A partir daí, existe uma grande equipe na Suécia voltada para entender os casos e desenvolver tecnologias para preveni-los. Com isso em mente, criamos o projeto ‘Já Volto’, que teve grande repercussão na Semana Nacional do Trânsito, em setembro. Afinal, sempre que saímos de casa, esperamos voltar para aqueles que são importantes para a gente”, conta Felipe Yagi, Head de Marketing, Consumer Experience e Comunicação da Volvo Cars para o Brasil e América Latina.
“A evolução dos testes mostra como a segurança também precisa considerar as particularidades de cada pessoa. Hoje, conseguimos combinar testes físicos, dummies e modelos virtuais para ampliar nosso entendimento sobre como diferentes corpos respondem a uma colisão. É esse nível de detalhe que permite continuar evoluindo a segurança dos nossos carros”, afirma Yagi.
A meta da montadora é chegar a um futuro em que ninguém perca a vida ou sofra ferimentos graves a bordo de um novo Volvo.