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Pirelli leva a Interlagos o trio mais macio de pneus para o GP de São Paulo

Recapeamento em dois trechos do circuito e a chuva típica do período estão entre os fatores do fim de semana

Por João Euclides Salgado 3 min. de leitura

A Pirelli definiu os compostos que serão usados no GP de São Paulo de Fórmula 1, no circuito José Carlos Pace, em Interlagos: C3 como pneu Duro, C4 como Médio e C5 como Macio. A escolha é um nível mais macia do que a do ano passado, quando o fim de semana teve o formato Sprint.

O traçado paulista mudou em relação à temporada anterior. Ao longo do ano houve recapeamento nos trechos entre as curvas 3 e 5 e entre as curvas 8 e 9. O piso novo pode alterar os níveis de aderência e a forma como a pista evolui ao longo do fim de semana, o que mexe especialmente com o comportamento dos pneus em trechos mais longos. As três sessões de treinos livres serão a oportunidade de medir essa evolução e entender como o asfalto novo influencia a degradação e o desgaste.

Crédito: Divulgação

O que a corrida do ano passado ensinou

Doze meses atrás, o desgaste dos pneus foi um dos principais fatores técnicos em São Paulo. A granulação apareceu menos do que se esperava no início, mas o C2 — o Duro daquele ano — mostrou certa tendência a deslizar, enquanto C3 e C4 tiveram degradação significativa, ainda que permitissem stints competitivos. A estratégia mais eficaz na ocasião foi a de duas paradas.

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Na corrida de 2025, Médio e Macio foram os compostos preferidos, com variedade ampla de estratégias. A abordagem mais comum foi a de duas paradas, adotada pela maioria das equipes por causa dos níveis de degradação e de uma série de pit stops no começo da prova, motivados por um período inicial de neutralização. As janelas de parada variaram de piloto para piloto, criando distâncias diferentes que ampliaram as chances de ultrapassagem. Apenas dois pilotos completaram a prova com uma única parada, e o Duro foi usado só em poucos stints curtos.

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Em relação às cargas, Interlagos gera forças laterais consideradas médias e combina várias curvas de alta velocidade com retas longas, o que não impõe exigências extremas aos pneus e distribui o esforço de maneira bastante uniforme entre os eixos dianteiro e traseiro. As oportunidades de ultrapassagem do traçado dão às equipes flexibilidade de estratégia, mas o gerenciamento da degradação segue como fator decisivo. Encontrar o equilíbrio entre o ritmo de uma volta e a administração dos pneus em stints longos está entre os principais objetivos do trabalho de pista no fim de semana.

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Interlagos também é um circuito em que a chuva e as variações grandes de temperatura costumam ser determinantes, por causa da data do evento no calendário. Por isso, os pneus Intermediário e de Chuva podem voltar a ser usados no Brasil.

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Os números do circuito

Já foram disputados 42 GPs em Interlagos. Trinta e sete edições, de 1973 a 2019, levaram o nome de GP do Brasil; a partir de 2021, a prova passou a se chamar GP de São Paulo, nas últimas cinco edições. Michael Schumacher é o piloto mais bem-sucedido no circuito, com quatro vitórias, enquanto Sebastian Vettel, Lewis Hamilton e Max Verstappen venceram três vezes cada um. Ferrari e McLaren são as equipes de maior sucesso, com nove vitórias cada uma.

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Boné de pódio especial

A edição especial do Boné de Pódio para o GP de São Paulo se inspira na camisa azul usada pela seleção brasileira de futebol em 1958 e traz um desenho com padrão de onça-pintada, em referência à pelagem do animal. Criado pelo designer Denis Dekovic para a Pirelli Design, o boné já está disponível para compra na plataforma de comércio eletrônico da Pirelli.

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Fórmula 1 GP de São Paulo Interlagos Pirelli pneus

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