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Pirelli detalha estratégia de pneus para o GP da Hungria de F1

Por João Euclides Salgado 2 min. de leitura

O GP da Hungria de Fórmula 1 marca o encerramento da primeira parte da temporada 2026 antes da pausa de verão. Nos últimos dois anos, o circuito de Hungaroring passou por um amplo programa de reforma que afetou o paddock, as áreas de hospitalidade, a pista e as arquibancadas. Para esta edição, as curvas 1 e 12 receberam novo asfalto, dando continuidade às obras realizadas no ano passado no pit lane e no grid de largada.

Com 4,381 quilômetros de extensão e 14 curvas, o traçado costuma ser comparado a uma pista de kart devido ao seu formato curto e sinuoso. Há apenas uma reta de verdade, que coincide com a linha de largada/chegada — uma das poucas oportunidades de ultrapassagem no circuito. No restante do traçado, os pilotos enfrentam diversas curvas, algumas de 180°, percorridas 70 vezes ao longo da corrida, o que aproxima os ajustes de configuração dos carros aos utilizados em Mônaco.

Crédito: Divulgação

A Pirelli levará para Budapeste os três compostos mais macios da gama: C3, C4 e C5, ideais para uma pista lenta em que tração e estabilidade de frenagem são fundamentais. O asfalto apresenta rugosidade acentuada nos trechos não renovados, com níveis de aderência entre os mais baixos da temporada e evolução significativa ao longo do fim de semana.

Crédito: Divulgação

As temperaturas de pista no Hungaroring costumam ser as mais altas da temporada, tornando a degradação térmica um fator determinante para a performance dos pneus, especialmente no eixo traseiro. A granulação também pode surgir nos compostos mais macios. Espera-se que o desgaste aproxime as estratégias de uma e duas paradas em termos de tempo total de corrida, com as equipes tendendo a priorizar os compostos mais duros diante das temperaturas elevadas.

Após a corrida, a Pirelli permanecerá em Budapeste com as equipes Aston Martin, Audi e Alpine para dois dias de testes, na terça e quarta-feira, com o objetivo de desenvolver os pneus da próxima temporada.

Crédito: Divulgação

Em 2025

Na edição do ano passado, todos os três compostos tiveram participação na corrida. A maioria dos pilotos optou por largar com o pneu Médio, enquanto três largaram com o Macio e dois com o Duro. Metade do grid completou a prova com uma única parada, enquanto os demais fizeram duas paradas antes da bandeira quadriculada.

Estatísticas

O GP da Hungria chega à sua 41ª edição, sempre disputado no Hungaroring, nos arredores de Budapeste, de forma ininterrupta desde 1986. Lewis Hamilton é o piloto com mais vitórias na pista, com oito triunfos, quatro a mais que Michael Schumacher. A McLaren, com 13 vitórias, é a construtora mais bem-sucedida em Budapeste. Três pilotos do atual grid conquistaram ali sua primeira vitória na Fórmula 1: Fernando Alonso em 2003 pela Renault, Esteban Ocon em 2021 pela Alpine — também a primeira vitória da equipe — e Oscar Piastri em 2024 pela McLaren.

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