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Entrevista: Rubens Barrichello

Por João Euclides Salgado 4 min. de leitura

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O piloto brasileiro Rubens Barrichello foi entrevistado pelo site oficial da F1. Confira a entrevista:

Q: Você é o tipo de cara que tem um “Plano B”?
Rubens Barrichello: Eu diria que sim. Não é provavelmente um verdadeiro Plano B, mas deixe-me dar um exemplo. Eu sou muito aberto para mudar de ideia após o início de uma corrida. Eu sou muito aberto a este tipo de coisas.

Q: O que faz nas horas vagas?
RB: Eu sou sempre muito positivo e sorridente, mas quando estou em casa sem fazer nada – e é provavelmente algo que eu não deveria fazer – é beber uma Coca-Cola.

Q: Qual filme te fez chorar?
RB: “The Champ”. Foi há muito tempo e o primeiro filme que eu me lembro que me fez chorar. Mas eu choro muito, para ser honesto, especialmente depois de ter as crianças. Eu tenho muita paixão pelo meu pai e quando eu o vejo em meus filhos às vezes só choro por amor a ele.

Q: O que você tem medo?
RB: Violência. O dinheiro é tão importante no mundo que, por vezes, as pessoas começam a roubar, e não estou falando só do Brasil. Hoje em dia você começa a ver problemas até nas áreas onde você não espera.

Q: Qual foi o último livro que você leu?
RB: Isso é muito engraçado. Eu vi esse livro sobre alguém que perdeu peso sem ir em uma dieta. É o chamado método de Gabriel.

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Q: Cinco coisas que você odeia?
RB: Trânsito, especialmente de São Paulo. Aviões atrasados. Não posso dizer que eu odeio, mas eu não gosto, se o alimento não é o que você esperava. Eu odeio quando alguém está me apressando quando estou no banho. Meu banho é bastante demorado!

Q: Alguma vez você já tingiu o cabelo?
RB: Não, nunca. Eu só estou perdendo meus cabelos por isso não estou pintando!

Q: Qual foi o primeiro CD que você comprou?
RB: Eu acho que foi um Fleetwood Mac CD.

Q: Você tem tatuagens ou piercings?
RB: Eu tenho uma tatuagem no meu braço direito. É uma história engraçada. Eu sempre quis ter uma tatuagem, mas eu nunca disse ao meu pai porque na década de oitenta uma tatuagem parecia uma coisa agressiva, por isso nunca disse nada. Mas, no final de 2005, meu pai me mostra sua nova tatuagem que ele tinha acabado de colocar! Aí fiz a minha. Minha tatuagem são duas cartas. É um F para Fernando e E para Eduardo – meus filhos. E também torna-se Fé.

Q: O que seus professores dizem sobre você no seu boletim escolar?
RB: Eu era um menino ótimo, porque meu pai sempre me disse que a única maneira de me encontrar patrocinadores é ter um bom histórico na escola. E isso foi só o feedback que ele queria. Os professores me amavam.

Q: Quem eram seus heróis de infância?
RB: Ayrton Senna, é claro, e eu segui Keke Rosberg muito também.

Q: Você coleciona alguma coisa?
RB: Eu coleciono capacetes de outras pessoas. Eu tenho um monte deles e eu também troco-os. Eu tenho cerca de 40 capacetes, de quase todos do paddock.

Q: O que você sente mais falta de casa, quando está viajando?
RB: Meus filhos. Tenho saudades dos filhos. Um deles é muito tranquilo e o outro é um pouco pestinha, mas é uma boa combinação.

Q: Qual foi sua pior compra?
RB: Um avião, mas que agora se tornou a melhor compra. Mas quando eu comprei, gastei a maior parte do meu dinheiro nele, e isso pesou muito, pois fiquei com um sentimento de ter comprado errado.

Q: Como você toma seu café?
RB: Eu não bebo café.

Q: O ideal de se fazer numa manhã de domingo?
RB: Jogar golfe.

Q: Qual foi seu primeiro carro?
RB: Um VW Golf.

Q: Qual é o erro mais constrangedor que você já fez?
RB: O que mais me lembro foi quando eu perguntei a uma amiga quanto tempo que ela estava grávida e ela respondeu que não estava grávida, fiquei bastante sem graça.

Q: Você cozinha?
RB: Posso cozinhar um monte de coisas. Tenho melhorado ao longo do tempo e sou expert em churrasco.

Fórmula 1

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