Titan lança pneus Super Arrozeiro 3 para tratores em áreas alagadas
Terceira geração da linha Goodyear para rizicultura chega com medidas inéditas para tratores e colhedoras

A Titan Pneus apresentou a terceira geração da linha Super Arrozeiro Goodyear, desenvolvida para tratores e colhedoras que trabalham no cultivo de arroz irrigado. Os pneus são projetados para solos alagados, úmidos, barrentos e lamacentos, tanto no preparo do solo quanto na colheita.
A linha reúne 25 medidas produzidas no Brasil. Entre os lançamentos estão duas medidas que a empresa ainda não fabricava: a 12.4-24, usada em tratores de menor potência e comum em propriedades menores, e a 13.6-24, ambas na versão de garra alta. Um dos destaques é a 28L26, uma das principais medidas utilizadas em colhedoras, que segundo a Titan é produzida na versão de garra alta R2 apenas pela empresa. Já a 14.9-24, disponível no mercado com versões de seis ou oito lonas, é feita pela fabricante com 12 lonas.
Na rizicultura, a garra alta é decisiva. Enquanto a agricultura em geral adota pneus R1, de garra média, indicados para solos não úmidos ou alagados, as áreas de arroz irrigado exigem barra mais alta — a altura de um pneu R2 é aproximadamente o dobro da de um R1. “Sem o pneu adequado, a máquina perde capacidade de tração, patina e pode não conseguir avançar no terreno. Por isso, a garra alta é fundamental”, afirma Alessandro Maicá, gerente regional da Titan.
O desenho da garra, que lembra o número 7, favorece a tração e contribui para a autolimpeza do pneu. Conforme gira e deixa o solo, o formato ajuda a expulsar a argila e o barro que aderem à banda de rodagem. “Isso é importante porque, sem essa autolimpeza, o acúmulo de barro reduziria a altura efetiva da garra e comprometeria a tração do pneu”, explica Maicá.

Construção e durabilidade
A linha Super Arrozeiro 3 usa a tecnologia Orbitech, baseada na construção laminada do pneu. O processo elimina emendas nos componentes e reduz o risco de deslocamentos internos, que podem comprometer a vida útil em operações mais severas. “O desenvolvimento envolveu um trabalho intenso de pesquisa, principalmente na formulação do composto, buscando melhorar a performance e a durabilidade. Também trabalhamos para evitar desgaste precoce e rachaduras, com uma carcaça mais robusta e adequada às condições de operação”, diz o gerente regional.
Além da aplicação em solos alagados, os pneus foram desenvolvidos para oferecer capacidade de carga, resistência e potencial de recapagem. Os produtos da linha são homologados como Equipamento Original (E.O.) por fabricantes de máquinas agrícolas do Brasil e da América Latina. “Hoje, temos, sob a marca Goodyear, um dos maiores portfólios mundiais de pneus agrícolas e para implementos. Além disso, já estamos entrando no quinto ano consecutivo com mais de 50% de participação em E.O. no segmento agrícola, considerando máquinas, tratores, colheitadeiras, pulverizadores e implementos, com base nos fabricantes nacionais”, detalha Maicá.
Cenário da safra
O lançamento ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade da rizicultura. Na safra 2025/26, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma produção de 11,1 milhões de toneladas de arroz. A área cultivada, no entanto, deve recuar cerca de 15%, totalizando 1,25 milhão de hectares, dos quais 905,2 mil hectares estão no Rio Grande do Sul, principal estado produtor.
Segundo Maicá, as condições climáticas contribuíram e, de forma geral, não houve perdas significativas por excesso de chuvas ou estiagem. “Agora, a principal dificuldade é a valorização do grão. Alguns produtores estão segurando a produção e armazenando até o limite, na expectativa de conseguir uma negociação melhor. Isso é fundamental para melhorar a rentabilidade”, afirma.
A empresa mantém ainda uma equipe técnica voltada ao acompanhamento das aplicações, com orientação na escolha do pneu e monitoramento do desempenho em campo, considerando o tipo de operação, as condições do solo e as características das máquinas. “Para a rizicultura, esse cuidado é especialmente relevante diante da diversidade de condições encontradas nas áreas irrigadas. A adequação do pneu às características do equipamento e da operação é um dos fatores que podem contribuir para aproveitar melhor a capacidade das máquinas”, finaliza Maicá.