Suzuki e Subaru se retiram do Mundial de Ralis
Suzuki e Subaru se retiram do Mundial de Ralis
Por corte de custos, participantes tradicionais saem do Mundial de Rali
Após a Honda anunciar sua retirada da Fórmula 1, outra divisão tradicional perde participantes de peso. Suzuki e Subaru anunciaram que não vão mais participar do Mundial de Rali (WRC) organizado pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo), deixando somente na competição quatro equipes, sendo que, apenas a Citroën e a Ford estão em condições de disputar a vitória no Mundial do próximo ano.
Suzuki
No mesmo ano em que decidiu retornar ao WRC, a Suzuki deixa a categoria novamente. A equipe competia com um SX4 preparado especialmente para a categoria. Em comunicado a companhia explicou que a tendência de diminuição de suas vendas deve se estender por um bom tempo, e por isso não há previsão para o retorno de sua participação no campeonato. O custo da equipe de Rali da Suzuki é estimado em dezenas de milhões de dólares. No entanto, a Suzuki confirma que continuará apoiando as provas da Moto GP, Copa Swift e da JWRC, a categoria Junior do Mundial de Rali.
Subaru
Outra que anunciou a sua saída foi a tradicionalíssima Subaru. Nas palavras do presidente das indústrias Fuji Heavy, proprietária da marca, Ikuo Mori, informou que a marca não disputará mais o WRC. A empresa optou por não divulgar o motivo da decisão, mas acredita-se que a crise tenha contribuído para tal atitude, além de uma série de recursos gastos anteriormente no desenvolvimento de motores a diesel para o Mundial de Turismo (WTCC). Estabelecida em 1989, a Subaru, terceira classificada no último mundial, ganhou o título de construtores entre 1995 e 1997, tendo lançado alguns dos melhores pilotos de ralis dos últimos tempos, como o espanhol Carlos Sainz, o escocês Colin McRae e o inglês Richard Burns. Com a decisão da Subaru, os bons pilotos Petter Solberg e Chris Atkinson entram para o rol de pilotos desempregados. Solberg, um dos destaques da categoria, pode ainda ir para a Ford, ao lado de Marcus Grönholm e no lugar de Jari-Matti Latvala, ou para a Citroën, junto do campeão Sebastien Loeb e substituindo Daniel Sordo.