Scania lança linha Super de ônibus no Brasil com economia de 8% de combustível

A Scania antecipou o lançamento no Brasil da gama Super de ônibus, sua linha de chassis com o trem de força mais eficiente já produzido pela marca. O início das vendas ocorre durante a Lat.Bus 2026, a Feira Latino-Americana do Transporte, que acontece de 11 a 13 de agosto no São Paulo Expo, em São Paulo.
Segundo a empresa, a economia de combustível dos novos modelos será 8% superior à da atual Nova Geração P8/Euro 6. A fabricação das primeiras unidades já começou no complexo industrial de São Bernardo do Campo (SP), a mesma fábrica preparada para produzir a linha elétrica da marca.
“Temos uma linha de chassis rodoviários muito consolidada no Brasil. E vamos trazer a solução mais eficiente da história da Scania para o cliente. O que já era bom, agora é Super”, afirma Eronildo Barros, presidente e CEO da Scania Operações Comerciais Brasil.

A gama Super chega ao país menos de um ano depois de estrear na Europa: a versão de 13 litros foi lançada em setembro de 2025, na Busworld de Bruxelas, e a de 11 litros teve sua apresentação em abril de 2026, na Suécia. Os motores são voltados para operações rodoviárias, com modelos que variam de 350 a 500 cavalos de potência.
São cinco chassis ao todo. Com motor de 11 litros, estão o K 350 (350 cv e 1.800 Nm de torque), o K 390 (390 cv e 2.000 Nm) e o K 430 (430 cv e 2.200 Nm). Já o propulsor de 13 litros equipa o K 460 (460 cv e 2.500 Nm) e o K 500 (500 cv e 2.650 Nm de torque), o mais potente da linha. O trem de força é formado por motor, câmbio, eixo cardan e diferencial.
O K 350 vem em configuração 4×2, voltado para fretamento e linhas rodoviárias de curtas distâncias. O K 390 chega em versões 4×2 e 6×2, para linhas curtas e de médias distâncias. Já o K 430, em tração 6×2, é indicado para linhas de médias e longas distâncias e para o segmento de turismo. Na linha de 13 litros, o K 460 tem versão 6×2 para médias e longas distâncias e turismo, além de uma configuração 8×2, também disponível no K 500, ambas voltadas para longas quilometragens e turismo.

Entre as novidades técnicas estão a nova caixa de câmbio Opticruise G 25, de 14 marchas com overdrive, feita em carcaça de alumínio até 75 kg mais leve que a geração anterior; o novo eixo R 756, 27 kg mais leve que o R 780 e com maior intervalo de manutenção; e o sistema exclusivo de otimização de combustível (FOU), que funciona como um tanque de captura para garantir o uso máximo do combustível disponível. Também fazem parte do pacote um novo tanque de Arla de 105 litros, novo sistema de escapamento, novo tanque de expansão e sistema de refrigeração do motor com radiadores maiores.
“No coração dos novos chassis estarão os motores de 11 litros e 13 litros, que possuem duplo comando de válvulas no cabeçote. A garantia de mais eficiência está no aumento da pressão de pico no cilindro para 250 bar, na bomba de combustível de alta pressão aprimorada e na fricção dos componentes internos reduzida”, explica Ivanovik Marx, gerente de Engenharia de Aplicações de Oferta de Soluções da Scania Operações Comerciais Brasil.
De acordo com Marx, o motor Super também conta com o Scania Twin SCR, sistema de injeção dupla de Arla 32 que aumenta a eficiência do pós-tratamento dos gases. A linha a gás da marca não terá versão Super, restrita apenas aos motores a diesel.

A atual linha rodoviária Nova Geração P8/Euro 6, composta pelos modelos K 320, K 370, K 410, K 450 e K 500, continuará sendo vendida em 2026 e 2027 e será substituída gradativamente pela gama Super, segundo Mauricio Lucena, gerente de Vendas de Soluções para Mobilidade da Scania Operações Comerciais Brasil.
A Scania também informou que investirá R$ 110 milhões na rede de concessionárias entre 2025 e 2026. A marca soma hoje 250 pontos de atendimento no país e deve somar mais 26 até o fim do ano. Já o desenvolvimento da plataforma Super recebeu R$ 120 milhões em investimentos de P&D de engenharia, incluindo atualização da linha de montagem e cerca de 1.000 horas de treinamento de colaboradores.
A América Latina respondeu por 48% das vendas globais de ônibus da Scania em 2025, à frente da Europa, com 28%. No total, a marca vendeu 6.500 unidades no ano em 90 mercados. Considerando diesel e combustíveis alternativos, a Scania entregou 3.172 chassis aos clientes latino-americanos em 2025, sendo o México o maior mercado global, com 837 unidades, seguido do Brasil, com 760, e da Argentina, com 528.