OFICINAS TERÃO PADRÃO DE QUALIDADE
Onde levar o carro quando ele apresenta um problema? Como ter certeza se o diagnóstico e o preço cobrado pela oficina estão certos? Dilemas como estes, freqüentemente enfrentados pelos motoristas brasileiros, estão com os dias contados. Até o fim deste ano deverá ser finalizada a tramitação de um projeto de lei apresentado na Assembléia Legislativa no começo de junho de 2008, que cria padrões para a abertura e o funcionamento de oficinas mecânicas, baseados em normas criadas pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas.
“As oficinas terão um ano a partir da entrada da lei em vigor para se enquadrarem nas exigências”, explica Alexandre Xavier, gerente do IQA – Instituto de Qualidade Automotiva. Juntamente com o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), o IQA certifica oficinas que atendam a critérios como formação de profissionais, equipamentos adequados, garantia do serviço e atualização tecnológica. A certificação das oficinas tem validade de dois anos e só é renovada se a empresa demonstrar que, além de manter o seu sistema de gestão da qualidade funcionando adequadamente, também se preocupou em melhorar cada vez mais. Uma auditoria é feita a cada semestre para revalidar o certificado.
O IQA conta com o apoio técnico da consultoria Quality Way para a formatação do conteúdo de diversos cursos para as oficinas, além de treinamentos para outros segmentos também. Entre os principais temas destacam-se: saúde e segurança; separação de resíduos; princípios da qualidade; controle de reclamações; atendimento.
Segundo um estudo do GIPA (Grupo de Pesquisa Ambiental), este ainda não é um hábito do brasileiro, porque 75% dos motoristas só levam o carro em oficinas quando ocorre algum problema, como pane elétrica e falha mecânica. De acordo com o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), há 30.364.216 automóveis no Brasil com idade média de nove anos.
Ainda é cedo para saber o impacto que a campanha terá entre os consumidores, mas se há uma mobilização neste sentido, é de se esperar que haja crescente demanda em direção à manutenção preventiva.