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Mercado: Renault Brasil

Por João Euclides 6 min. de leitura

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A Renault do Brasil atinge a marca de 800 mil veículos de passeio produzidos em sua fábrica, localizada no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR). O modelo número ‘800.000’ foi um Sandero Stepway, motivo de grande comemoração dentro do parque industrial e demonstração do crescimento da empresa no mercado brasileiro.

A fábrica de veículos de passeio foi a primeira unidade industrial da Renault a ser implantada no País, em dezembro de 1998, mediante investimentos da ordem de 750 milhões de dólares. O primeiro automóvel fabricado na unidade foi o monovolume Renault Scénic. Com capacidade para produzir 200 mil veículos por ano e certificada com a ISO 14001, a planta hoje é responsável pela fabricação do Logan, Sandero, Sandero Stepway, Scénic, Mégane Sedan e Mégane Grand Tour, modelos que também são exportados para países da América Latina. A unidade de passeio emprega 2 mil colaboradores e possui uma cadência de produção total de 650 unidades por dia, em dois turnos.

 Resultados financeiros do Grupo Renault em 2009

Em um ambiente difícil em 2009, o plano de ação do grupo Renault dá seus frutos, com uma inflexão positiva dos resultados no segundo semestre. A Renault cumpriu com seu objetivo prioritário para 2009: um fluxo de caixa livre positivo (free cash flow).

• O faturamento do Grupo foi de 33,712 bilhões de euros, uma queda de 10,8% no ano, mas com alta de 25% no último trimestre.
• A participação de mercado mundial (incluindo veículos de passeio e utilitários) registrou leve progressão, de +0,1 ponto percentual, com uma melhora no segundo semestre (+0,2 ponto percentual no mundo e +1,4 ponto percentual na Europa).
• A margem operacional do Grupo foi negativa, de -396 milhões de euros, ou seja, -1,2% do faturamento (+224 milhões de euros no segundo semestre, ou +1,3% do faturamento).
• O lucro operacional foi de -955 milhões de euros (sendo -9 milhões de euros no segundo semestre)
• O resultado líquido foi negativo, da ordem de -3,068 bilhões de euros (dos quais -356 milhões de euros no segundo semestre), sendo a metade (-1,561 bilhão de euros) proveniente do resultado das empresas associadas.
• O fluxo de caixa livre foi positivo, de 2,088 bilhões de euros, levando a uma queda do endividamento líquido financeiro da Divisão Automotiva de 2,023 bilhões de euros, fechando o ano em 5,921 bilhões de euros.
• A reserva de liquidez da Divisão Automotiva aumentou para 9,478 bilhões de euros, sendo 4,070 bilhões de euros em acordos de créditos não liquidados e 5,408 bilhões de euros em tesouraria e equivalentes.

“Desde julho de 2008, antecipamos a crise e tomamos as primeiras decisões necessárias, nos preparando para atravessá-la. Em 2009, a Renault soube enfrentá-la, como mostra o nosso fluxo de caixa livre significativamente positivo. Em 2010, o ambiente continuará difícil, com um mercado europeu em -10%. Continuamos a trabalhar para construir a Renault do pós-crise, com a continuação da ofensiva comercial na Europa, a comercialização em massa de veículos com emissão zero a partir de 2011, a ampliação da gama de entrada, o fortalecimento de nossa presença nos países emergentes, a aceleração e a ampliação das sinergias com a Nissan”, declarou Carlos Ghosn, Presidente da Renault.

• Apoiada em uma linha de produtos renovada, com o lançamento de 6 novos produtos em 2009, o Grupo aumentou ligeiramente sua participação de mercado mundial em 0,1 ponto percentual, atingindo 3,7%, em um mercado com recuo de 4,5% (somando modelos de passeio e utilitários). Esta progressão é mais acentuada no segundo semestre, com um aumento de 0,2 ponto percentual. A penetração aumentou em 11 dos seus 15 mercados principais, representando 85% das vendas do Grupo.

• As necessidades de fluxo de caixa melhoraram para 2,923 bilhões de euros em 2009, principalmente com uma redução de 25% nos estoques.

• Os custos fixos tiveram uma queda de 17% em relação a 2008:
– Os investimentos materiais e imateriais foram controlados, representando 2,302 bilhões de euros em 2009, contra 3,385 bilhões em 2008. O foco em projetos prioritários e a busca constante de eficácia e otimização das sinergias com a Nissan permitiram uma redução de 26% nas despesas de pesquisa e desenvolvimento e de 30% nos investimentos materiais em relação a 2008, ao mesmo tempo em que foram mantidos os programas prioritários.
– As economias realizadas em todos os níveis da empresa permitiram uma redução de 8% nas despesas gerais em relação a 2008, e de 20% em relação a 2007.

As sinergias geradas pela Aliança com a Nissan foram um importante recurso para o sucesso do plano de Fluxo de caixa livre da Renault em 2009. O montante das sinergias para o ano de 2009 deveria atingir 1,5 bilhão de euros para os dois parceiros; este objetivo foi alcançado ao final de dezembro, enquanto ainda resta um trimestre para o fechamento do exercício da Nissan. Foi lançado um novo plano para 2010, visando 1 bilhão de euros em sinergias adicionais para as duas empresas.

 

PERSPECTIVAS E AÇÕES PRIORITÁRIAS EM 2010

Para 2010, a Renault prevê um ambiente que se manterá difícil, com um mercado europeu em queda de 10% em relação ao total do mercado definitivo de 2009. Neste contexto, a empresa estipulou, assim como em 2009, o objetivo de gerar um fluxo de caixa livre positivo e, assim, continuar a reduzir sua dívida.

Para realizar este objetivo, em 2010 a Renault poderá contar com 4 recursos principais:

• Será mantida a atratividade de sua linha de produtos, com ampliações e renovações (6 novos produtos em 2010), o que deve possibilitar o aumento da dinâmica de ganho de participações de mercado no segundo semestre de 2009.
• O aprofundamento das sinergias da Aliança com a Nissan.
• A manutenção de sua política de redução de custos, assim como a manutenção de uma relação inferior a 10% entre Despesas de Capital e Pesquisa & Desenvolvimento sobre o faturamento.
• O aumento das ações que contribuem para o controle de suas necessidades de fluxo de caixa.

Os resultados consolidados e corporativos da Renault em 31 de dezembro de 2009 foram aprovados pelo Conselho de Administração de 10 de fevereiro. Os auditores externos do grupo conduziram suas diligências de auditoria nessas contas e estão sendo emitidos os relatórios de auditoria referentes à aprovação destas contas consolidadas e corporativas.
Divulgação Renault do Brasil

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