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História da Chevrolet que completa um século de existência em 2011

Por João Euclides 7 min. de leitura

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GM do Brasil Divulgação

A Chevrolet surgiu em 1911, graças ao jovem piloto suíço Louis-Joseph Chevrolet. Nascido em La Chaux-de-Fonds, na Suíça, no Natal de 1878, ele foi o co-fundador da marca – que se chamava Chevrolet Motor Car Company of Michigan – ao lado do empresário William C. Durant.

Juntos criaram e construíram uma das mais conhecidas marcas de automóveis do mundo, a Chevrolet. No início, o logotipo que estampava o Chevrolet 490, um modelo com motor de 4 cilindros e 20 cv, sucesso de vendas nos EUA, era apenas o nome da marca levemente estilizado.

Três anos mais tarde, em 1914, Louis Chevrolet criaria um dos símbolos mais conhecidos da indústria automobilística mundial: a gravata Chevrolet. A história é imprecisa quanto à fonte de inspiração. Alguns acreditam que o logo surgiu a partir de um papel de parede de um hotel em Paris. Outros – incluindo sua mulher – afirmam que ele nasceu inspirado em uma figura impressa em suplemento de um jornal dominical.

“A Chevrolet e sua conhecida gravata evoluíram com o passar dos anos, mas sempre mantiveram a imagem de tecnologia e modernidade”, afirma Jaime Ardila, presidente da General Motors do Brasil e Mercosul.


A mais nova versão da gravata Chevrolet, lançada recentemente, já estampa todas as campanhas e comunicados da marca


O primeiro logo da Chevrolet, ainda sem a gravata


A primeira gravata, de 1914, com o nome inscrito no interior

Hoje, a gravata da Chevrolet é dourada, imponente, e estampa a grade frontal de todos os veículos da marca produzidos a partir de 2003. Mas nem sempre foi assim: o símbolo da Chevrolet já foi azul, vermelho e até preto.

José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da GM do Brasil, acrescenta: “Os emblemas dos automóveis são mais do que simples símbolos de identificação das marcas. Na Chevrolet, a gravata borboleta traz diversos aspectos da sua história embutidos, capazes de aguçar a curiosidade dos apaixonados por carros. Ela é a identificação do modelo e já faz parte do “DNA” da Chevrolet”, salienta o executivo.


Este logo representava o serviço de assistência técnica da Chevrolet, nos anos 1930 e 1940


Logo da década de 1950, utilizado na publicidade dos caminhões da marca

Classic Six: o pioneiro a utilizar a gravata

O primeiro modelo a estampar a gravata Chevrolet foi o Classic Six, em 1914. Quatro anos mais tarde, a marca seria incorporada à General Motors. O mesmo logo do Classic Six estampou os modelos da Chevrolet até meados dos anos 30. Ele tinha o fundo azul, com bordas brancas, e levava o nome da marca escrito no interior.

Durante os anos 30 até os anos 70, o azul permanecia como a principal cor da gravata. As variações de logo se davam pelas gravatas inseridas dentro de escudos elaborados, como no memorável Chevrolet Bel Air.


A gravata azul, que estampou carros da década de 1930 até a de 1980


A gravata azul dentro de um escudo, utilizado no Chevrolet Bel Air

Nessa época, surgiram as primeiras variações da gravata, como utilizações em dourado ou em vermelho e azul, mas isso se tornou mais comum na década dos anos 1970.

Dos anos 1970 aos anos 2000, a Chevrolet usou uma série de cores e tipos de gravata para classificar, estrategicamente, suas famílias de veículos, da seguinte forma:


Logo estilizado para as versões SS da década de 1960


A gravata da Chevrolet também está na bandeira que estampa as laterais do Corvette 427


A gravata vermelha, sinônimo de desempenho, nasceu na Fórmula Indy e estampou carros como o Chevrolet Camaro


A gravata dourada com a borda preta serviu para identificar alguns caminhões da Chevrolet

Vermelho: sinônimo de velocidade

Em 1986, um símbolo na cor vermelha apareceu no capô dianteiro do Fórmula Indy V8, equipado com motor da General Motors. Esses bólidos foram destaque nas temporadas da categoria norte-americana nos anos 1980.

Graças à categoria da Fórmula Indy, o vermelho transformou-se em símbolo de desempenho e velocidade. Foi a tonalidade predominante nas logomarcas dos carros de alta performance da Chevrolet, como o Camaro.

Esse símbolo ficou tão arraigado à marca que a campanha publicitária da época usava o slogan “Vista a Gravata Borboleta Vermelha” (Beware The Red Bow Tie), como se o automóvel com aquela marca também pudesse fazer parte do “vestuário” do consumidor, como uma forma de identificação da personalidade dele.


O logo da divisão Chevrolet, utilizado até o início dos anos 2000


A primeira versão da gravata dourada, que estampou a SSR em 2003

Duas gerações da gravata dourada

A partir de 2002, a General Motors decidiu padronizar a gravata borboleta, tanto na forma quanto na cor e na textura. Ela se tornou peça fundamental do “DNA” global da Chevrolet. Sua primeira aparição veio na picape SSR, de 2003. No Brasil, o SSR foi exibido no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, em 2004.

A primeira geração da gravata dourada já seguia o padrão de “efeito jóia”, uma aparência de maior brilho à logomarca, que remete à imagem de valor, qualidade e robustez para toda uma família de veículos.

A segunda geração da gravata, lançada recentemente, trouxe uma nova evolução. A superfície ganhou textura mais acetinada e as bordas cromadas ficaram mais largas, para reforçar ainda mais a logomarca. Ela está presente em toda e qualquer comunicação que envolva a marca, como este press release, por exemplo.

O piloto que virou marca de automóveis

Durante sua infância, Louis Chevrolet passou o tempo nas aldeias de Bonfol e Beurnevésin, perto da fronteira francesa. Em 1886, a família de Chevrolet saiu da Suíça para viver em Beaune, na região de Côte-d’Or, onde o jovem Louis, filho de um fabricante de relógios suíços, interessou-se por mecânica.

Como adolescente, chegou a ser guia de uma adega local. Certa vez, impaciente com a decantação lenta do vinho de barril a barril, inventou uma bomba que acelerava o processo. A engenhoca chegou a ser usada extensivamente na Borgonha, famosa região produtora de vinhos da França, durante décadas.

Ele também construiu e vendeu a sua própria bicicleta, chamada Frontenac. Esse nome seria mais tarde utilizado em seus carros de corrida.

Seu primeiro contato com a mecânica foi entre 1895 e 1899, na Roblin Mecânica, especializada no reparo de bicicletas e carruagens, onde aprendeu os fundamentos da arte da mecânica.

Louis Chevrolet viveu em Paris durante algum tempo, até migrar para Montreal, no Canadá, em 1900. Sua relação com o automóvel começou a aumentar quando se mudou, aos 21 anos, para Nova York (EUA), onde conseguiu seu primeiro emprego na indústria automobilística.

Ali, teve seu primeiro contato com o automobilismo, inicialmente na equipe de mecânicos e, mais tarde, como piloto. Sua estreia nas pistas de Nova York foi em maio de 1905, conduzindo um modelo de 90 cv de potência, que atingia a velocidade de 109 km/h.

O interesse de Louis Chevrolet pelos automóveis o aproximou do empresário norte-americano William C. Durant (1861-1947), um próspero comerciante de carruagens que, como administrador da Buick, fundara a General Motors Company, em Hudson, Nova Jersey (1908).

Em 1917, Chevrolet vendeu sua parte na companhia para o sócio. No ano seguinte, a empresa passou para a GM, então administrada por Durant. Apesar de sua genialidade mecânica, Louis não era um homem de negócios.

Longe da fábrica, Louis Chevrolet passou a se dedicar exclusivamente aos carros de corrida. No ano seguinte, ele e seu irmão Gaston criaram a Frontenac Motor Corporation, para projetar e produzir sua própria linha de carros de corrida.

O melhor resultado de Louis em Indianápolis foi um sétimo lugar, em 1919. Naquela corrida, ele largou em segundo, liderou boa parte da prova, mas teve problemas. Em 1920, Gaston venceu as 500 milhas de Indianápolis em um carro construído por Louis.

Louis Chevrolet morreu em 6 de junho de 1941, em Detroit, e foi enterrado no Holy Cross and Saint Joseph Cemetery, em Indianápolis.


Louis Chevrolet


Willian Durant

Fotos e imagens: Divulgação GM do Brasil

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