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Grupo Renault anuncia recorde de vendas no primeiro semestre de 2011

Por João Euclides 5 min. de leitura

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Renault divulgação

A Renault anunciou que no primeiro semestre de 2011, o faturamento do Grupo ficou em 21.101 bilhões de euros, em alta de 7,3%. Impulsionada pela manutenção do crescimento internacional, a contribuição da Divisão Automobilística para o faturamento atingiu 20.143 bilhões de euros. Esta progressão de 7,3% em relação ao primeiro semestre de 2010 se deve principalmente à melhoria do mix de vendas e à alta nos volumes.

Resultados do semestre

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“O recorde de vendas no primeiro semestre confirma o grande potencial de crescimento internacional do Grupo. Os resultados financeiros foram afetados por eventos conjunturais, principalmente questões de fornecimento, cujos efeitos vão se enfraquecer no segundo semestre, além de uma forte alta do custo das matérias-primas. Neste contexto, o Grupo confirma o objetivo de fluxo de caixa livre operacional superior a 500 milhões de euros para o ano de 2011” declarou Carlos Ghosn, Presidente da Renault.

Desempenho financeiro

Na França, no primeiro trimestre, as participações de mercado do Grupo foram impactadas negativamente por uma falta de disponibilidade de veículos. Este fenômeno foi ampliado, no segundo trimestre, por dificuldades de fornecimento relacionadas ao tsunami japonês.

A margem operacional do Grupo no primeiro semestre de 2011 chegou a 630 milhões de euros, ou seja, 3,0% do faturamento, contra 780 milhões de euros e 4,0% no primeiro semestre de 2010.

A margem operacional da Divisão Automobilística chegou a 221 milhões de euros, ou seja, 1,1% de seu faturamento, em queda de 189 milhões de euros em relação ao primeiro semestre de 2010. Esta variação se explica principalmente por:

No total, as questões de fornecimento relacionadas ao tsunami japonês tiveram um impacto desfavorável sobre a margem operacional da Divisão Automobilística, com um montante estimado em 150 milhões de euros no primeiro semestre. Os impactos afetaram principalmente a produção, as promoções comerciais e a logística.

A contribuição do Financiamento das Vendas para a margem operacional do Grupo atingiu 409 milhões de euros, contra 370 milhões de euros no primeiro semestre de 2010. Esta alta de 39 milhões de euros se explica pelos efeitos do crescimento dos créditos em circulação e de um custo do risco bastante reduzido, nitidamente abaixo de seu nível estrutural histórico.

No primeiro semestre de 2011, a Renault registrou um lucro líquido de 557 milhões de euros a título de sua participação no resultado das empresas associadas, principalmente Nissan, AB Volvo e AvtoVaz.

O resultado líquido chegou a 1,253 bilhões de euros e o resultado líquido de participação do Grupo chegou a 1,220 bilhões de euros (4,48 euros por ação versus 2,95 euros por ação no primeiro semestre de 2010).

O fluxo de caixa livre operacional da Divisão Automobilística ficou positivo em 121 milhões de euros, apesar de uma variação das necessidades em capital de giro desfavorável de 437 milhões de euros em relação a 31 de dezembro de 2010 (ligada em parte a uma sazonalidade atípica dos estoques devido às questões de fornecimento).

O endividamento financeiro líquido da Divisão Automobilística caiu 214 milhões de euros em relação a 31 de dezembro de 2010 e ficou em 1,221 bilhão de euros em 30 de junho de 2011. O índice de endividamento líquido sobre fundos próprios ficou em 5,3% ao final de junho de 2011 (contra 6,3% ao final de dezembro de 2010).

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Perspectivas para 2011

O mercado automobilístico mundial (veículos de passeio e utilitários) deve manter sua progressão no segundo semestre de 2011 e terminar o ano com uma alta de aproximadamente 3 a 4% em relação a 2010. Os mercados emergentes continuarão sendo o motor deste crescimento, enquanto que o mercado europeu deve se manter estável ou até mesmo em ligeira queda (-2%) durante todo o ano, com um mercado francês em recuo de -4 a -6%. Neste contexto, em 2011 a Renault deve atingir volumes de vendas e faturamento superiores a 2010.

As questões conjunturais de fornecimento devem diminuir progressivamente no segundo semestre, permitindo uma forte recuperação da produção a partir de setembro. No segundo semestre, o impacto sobre a margem operacional do tsunami japonês está estimado em 50 milhões de euros suplementares.

Neste contexto, o grupo Renault confirma o objetivo de um fluxo de caixa livre operacional da Divisão Automobilística superior a 500 milhões de euros para o ano de 2011, com despesas de P&D e investimentos inferiores a 9% do faturamento.

As contas consolidadas do Grupo em 30 de junho de 2011 foram aprovadas na reunião do Conselho de Administração de 27 de julho de 2011. Os auditores externos do Grupo fizeram uma análise limitada destas contas e o relatório financeiro semestral está sendo redigido.

os do Grupo fizeram uma análise limitada destas contas e o relatório financeiro semestral está sendo redigido.

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