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GP de Singapura: Pirelli aposta em uma parada e repete pneus do ano passado

Prova noturna no circuito de rua de Marina Bay terá C3, C4 e C5 e a última Sprint da temporada

Por João Euclides Salgado 3 min. de leitura

O GP de Singapura, neste fim de semana, encerra a sequência de três corridas consecutivas da Fórmula 1 que começou em Baku e também recebe a última Sprint da temporada. Para a prova no circuito de rua de Marina Bay, a Pirelli escolheu a mesma combinação de pneus usada no ano passado: C3 como Duro, C4 como Médio e C5 como Macio.

Com 4,940 quilômetros e 19 curvas, a pista tem as características típicas de um traçado de rua — barreiras próximas do traçado e poucas oportunidades de ultrapassagem. As mudanças feitas em 2023 no terceiro setor, porém, ampliaram os trechos de alta velocidade e deixaram a volta mais rápida e fluida. Mesmo com algumas retas, o circuito segue definido por muitas áreas de frenagem e tração, o que permite às unidades de potência modernas recuperar energia ao longo da volta.

A prova é noturna, com temperaturas de pista entre 30 e 35°C, faixa em que os pneus trabalham dentro de sua janela de funcionamento sem preocupações particulares de superaquecimento. O estresse mecânico não é especialmente alto, e o desgaste esperado vem sobretudo da perda normal de rendimento do eixo traseiro nas fases de tração. A Pirelli não projeta granulação nem desgaste como fatores limitantes da corrida. A aderência deve evoluir bastante ao longo do fim de semana, e as chuvas intermitentes típicas do clima equatorial podem alterar as condições de uma sessão para outra. Como não houve obras de repavimentação, a rugosidade do piso deve ficar alinhada à da temporada passada, se não um pouco mais alta.

Na estratégia, Singapura continua entre as corridas em que a parada única é a opção preferida pelas equipes, considerando o tempo perdido no pit lane e a probabilidade frequente de neutralizações. Duro e Médio devem voltar a ser os compostos de referência, mas o Macio pode receber maior consideração no domingo por parte de mais de uma equipe: o composto mais mole da gama mostrou, em Budapeste, Monza e Baku, que permite manter ritmo forte com degradação limitada, além de dar vantagem em aderência e confiança ao volante. Os carros da geração mais recente aproveitam melhor os compostos macios, o que abre a possibilidade de vê-los em stints mais longos e competitivos — e até no Sprint de sábado.

No ano passado, a pista ainda estava molhada por causa da chuva que caiu no início da tarde, e o Duro acabou descartado. Médio e Macio foram os compostos escolhidos para a parte inicial da corrida, com 14 pilotos largando no C4 e os demais no C5. O C3 se tornou o composto preferido para o segundo stint, e quase todo o grid completou a prova com apenas uma parada — só três pilotos optaram pela estratégia de duas paradas.

Histórico

Esta será a 17ª edição do GP de Singapura, realizado continuamente desde 2008; as únicas interrupções foram em 2020 e 2021, por causa da pandemia. Os pilotos com mais vitórias em Marina Bay são Sebastian Vettel (5) e Lewis Hamilton (4), ambos também com quatro poles position cada. Entre as equipes, a Mercedes lidera com cinco vitórias.

Boné de pódio

O boné que os pilotos vão usar no pódio do GP de Singapura tem design inspirado em orquídeas, flor muito celebrada em Singapura por prosperar em condições de calor, umidade e chuvas intensas — uma imagem de fragilidade transformada em resiliência. A peça é uma edição especial produzida pela Pirelli Design e assinada pelo designer Denis Dekovic, e já está disponível para compra na plataforma de e-commerce da Pirelli.

Crédito: Divulgação
Fórmula 1 GP de Singapura Marina Bay Pirelli pneus

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