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Citroën Racing revela pintura do GEN4 e anuncia nova chefia na Fórmula E

Carro da 13ª temporada tem pintura tricolor e Beth Paretta assume a chefia; monoposto estreia no Salão de Paris.

Por João Euclides Salgado 4 min. de leitura

A Citroën Racing apresentou a pintura definitiva do seu carro GEN4, que vai estrear na 13ª Temporada do Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E. O monoposto será exibido pela primeira vez com esse visual durante o Salão do Automóvel de Paris, no Hall 4.

A equipe também anunciou mudanças em sua estrutura esportiva: Beth Paretta, que atuou como diretora-geral na temporada de estreia, assume agora o cargo de chefe de equipe, enquanto Frédéric Espinos chega como diretor de competição e vice-chefe de equipe.

Visual premiado que evolui

Em sua segunda temporada na categoria, a Citroën optou por evoluir, e não reinventar, os códigos visuais da campanha inaugural. O azul, o branco e o vermelho seguem no centro da identidade do carro, mas os chevrons ganharam mais sensação de movimento para acompanhar as linhas do GEN4, e o azul passou a ter mais destaque, sobretudo na dianteira, criando uma assinatura reconhecível no grid.

O desenho foi feito pelas mesmas equipes de Design da Citroën responsáveis pelos modelos de produção da marca, o que estabelece uma ligação direta entre as ruas e as pistas. Pierre Leclercq, head de Design da Citroën, explica que o objetivo foi “preservar a forte identidade desenvolvida na temporada passada, adaptando-a ao caráter mais dinâmico do GEN4”. Segundo ele, os acabamentos com efeito metálico foram pensados para que “o carro realmente ganhe vida quando a luz incide sobre sua superfície”, e o degradê parte de uma aplicação paramétrica dos chevrons, cuja densidade varia gradualmente entre os diferentes tons.

O trabalho de pintura também cumpre função de performance. Como a busca por desempenho passa pelo controle de peso, as equipes tentaram reduzir ao máximo a massa dos adesivos aplicados ao carro. O princípio paramétrico usado nos chevrons permite criar transições entre as cores sem multiplicar camadas de material.

Crédito: Divulgação

Entre os números do GEN4 estão 450 kW em condições de corrida; 600 kW, ou 815 cv, nas sessões classificatórias e no Attack Mode; aceleração de 0 a 100 km/h em 1,8 segundo; velocidade máxima superior a 335 km/h; 700 kW de capacidade de regeneração de energia; dois modos aerodinâmicos, de alta e de baixa carga aerodinâmica; e tração integral permanente.

Liderança renovada

Na temporada de estreia, a Citroën Racing terminou em quinto lugar no Campeonato de Equipes, com uma vitória, diversos pódios, uma pole position e uma identidade visual premiada. Para a 13ª Temporada, a equipe mantém os pilotos Jean-Éric Vergne e Nick Cassidy.

Beth Paretta tem trajetória que passa pela gestão de equipes, pela indústria automotiva e pela governança esportiva. Antes de entrar na Citroën Racing, foi vice-presidente de Esportes da Fórmula E, atuando junto a equipes, fabricantes e à FIA no centro das operações do campeonato. Também criou a Paretta Autosport, primeira equipe da INDYCAR a competir com forte representatividade feminina e que fez sua estreia nas 500 Milhas de Indianápolis em 2021, com mulheres representando mais de 65% de sua força de trabalho. Passou ainda por cargos executivos no Grupo Volkswagen, na Aston Martin e na Fiat Chrysler Automobiles, onde se tornou a primeira mulher a liderar simultaneamente uma marca de alto desempenho e o portfólio global de automobilismo do grupo.

“O GEN4 representa uma enorme oportunidade para todo o campeonato. Trata-se de muito mais do que uma evolução do carro anterior: ele é mais rápido, mais potente e tecnologicamente mais avançado, e mudará a forma como abordamos os fins de semana de corrida”, afirma a nova chefe de equipe. Ela destaca que a Fórmula E tem importância estratégica para a Citroën por servir de plataforma para desenvolver tecnologias elétricas por meio da competição, contribuindo para melhorar os futuros veículos de produção da marca.

Frédéric Espinos acompanha a Fórmula E desde os primeiros anos da categoria. Contribuiu para as temporadas iniciais do campeonato dentro da FIA e depois integrou a organização da Fórmula E como diretor Esportivo, cargo que ocupou por diversas temporadas. Em 2022, juntou-se à ABT quando a equipe retornou à categoria, inicialmente como diretor Esportivo, e seu papel evoluiu até se tornar vice-chefe de Equipe da Lola Yamaha ABT, onde permaneceu por quatro temporadas.

“Tenho muito orgulho de me juntar à equipe em um momento tão importante de seu desenvolvimento. Este é um projeto que reúne muitos dos elementos necessários para alcançar o sucesso: uma marca com forte tradição no automobilismo, uma equipe experiente, dois pilotos de alto nível e uma ambição clara para a era GEN4”, diz Espinos. “Temos muito trabalho pela frente, mas o objetivo é claro: estar prontos desde a abertura da temporada.”

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