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Campeonato Mundial de Motocross: GP Brasil

Por João Euclides 5 min. de leitura

autoreview Divulgação Yessports

O motódromo de Campo Grande, MS, viveu um fim de semana mágico na antepenúltima etapa do Campeonato Mundial de Motocross, onde o público viu de perto no Brasil um dos maiores fenômenos do esporte na atualidade: o italiano Antonio Cairoli. O piloto foi o grande vencedor na categoria MX1 e conquistou seu quarto título mundial no país.

Para sair do Brasil com o campeonato, Cairoli contou com uma falha elétrica na moto de seu maior rival, o belga Clement Desalle. Ele havia vencido a primeira bateria e estava liderando a segunda até três voltas para o final, quando teve que abandonar a prova.

Melhor para o italiano, que aproveitou a falha do rival e conquistou a vitória na bateria, na etapa, e venceu o título com antecedência. “Ano passado vim pra cá me recuperando de uma contusão no joelho e não estava no auge das minhas condições. Este ano, pude mostrar aos brasileiros o verdadeiro Cairoli”, comentou o piloto italiano.

Em segundo lugar ficou o seu compatriota David Philippaerts, que também teve um fim de semana sensacional. Ele venceu a primeira bateria de ponta a ponta e, na etapa final, conquistou a segunda posição, somando 47 pontos, o mesmo número de Cairoli. O alemão Maximilian Nagl completou o pódio. Steve Ramon foi quarto colocado e o português Rui Gonçalves terminou na quinta colocação.

Entre os brasileiros, o melhor foi Jorge Balbi, da equipe 2B Duracell Racing, que terminou na 11ª colocação e repetiu o feito do ano passado, quando já havia sido o melhor no país. Apesar disso, o mineiro acredita que poderia ter feito ainda melhor.

“Ano passado eu realmente competi com os gringos e, este ano, não consegui fazer isso. Estou voltando de contusão e não consegui manter um ritmo forte de prova mas, mesmo assim, fui o melhor brasileiro. Agora tenho um mês para me preparar para o Mundial das Nações e acredito que lá terei um desempenho ainda melhor”, declarou o piloto.

Pos Nr Rider Nat. Fed. Bike Time laps Diff. First Diff. Prev. Bestlaptime in lap Speed
1 222 Cairoli, Antonio ITA FMI KTM 41:15.746 18 0:00.000 0:00.000 2:06.435 2 46.981
2 19 Philippaerts, David ITA FMI Yamaha 41:24.024 18 0:08.278 0:08.278 2:07.813 7 46.474
3 2 Nagl, Maximilian GER DMSB KTM 41:32.521 18 0:16.775 0:08.497 2:07.548 3 46.571
4 11 Ramon, Steve BEL FMB Suzuki 41:45.612 18 0:29.866 0:13.091 2:09.110 4 46.007
5 22 Goncalves, Rui POR FMP KTM 41:59.628 18 0:43.882 0:14.016 2:10.072 17 45.667
6 121 Boog, Xavier FRA FFM Kawasaki 42:14.226 18 0:58.480 0:14.598 2:10.612 4 45.478
7 6 Coppins, Joshua NZL MNZ Aprilia 42:19.027 18 1:03.281 0:04.801 2:11.123 4 45.301
8 39 Guarneri, Davide ITA FMI Honda 42:24.063 18 1:08.317 0:05.036 2:09.718 3 45.792
9 702 Albertson, Jimmy USA AMA Honda 42:25.641 18 1:09.895 0:01.578 2:11.648 1 45.12
10 40 Leok, Tanel EST EMF Honda 43:18.951 18 2:03.205 0:53.310 2:11.327 6 45.231
11 152 Balbi, Antonio BRA CBM Kawasaki 41:29.291 17 1 lap 1 lap 2:16.669 4 43.463
12 411 Paulino, Joao BRA CBM Honda 41:48.451 17 1 lap 0:19.160 2:16.188 7 43.616
13 67 Felipe, Jose Gerardo ARG CAMOD Kawasaki 42:32.318 17 1 lap 0:43.867 2:17.172 3 43.303
14 227 Garcia, Wellington BRA CBM Honda 42:38.473 17 1 lap 0:06.155 2:15.582 2 43.811
15 931 Zenni, Rafael BRA CBM Honda 42:42.227 17 1 lap 0:03.754 2:18.454 5 42.902
16 65 Castro, Roberto CRC MCCR Kawasaki 43:25.131 17 1 lap 0:42.904 2:16.728 5 43.444
17 25 Desalle, Clement BEL FMB Suzuki 34:23.192 15 3 laps 2 laps 2:06.634 2 46.907
18 951 Müller, Ariel BRA CBM Kawasaki 41:17.615 15 3 laps 6:54.423 2:25.017 2 40.961
19 61 Cerdena Fearne, Agustin URG FUM Kawasaki 41:34.917 15 3 laps 0:17.302 2:28.422 1 40.021
20 104 Balbi, Mariana BRA CBM Yamaha 43:11.744 15 3 laps 1:36.827 2:28.352 1 40.04
21 62 Balduvino Priore, Pablo Alberto URG FUM Kawasaki 42:48.806 13 5 laps 2 laps 2:52.431 1 34.449
22 538 Lima, Marcello BRA CBM Kawasaki 21:21.783 8 10 laps 5 laps 2:18.821 2 42.789
23 292 Parise, Douglas BRA CBM Kawasaki 9:49.550 3 15 laps 5 laps 2:24.125 1 41.214
24 114 Silva, Leandro BRA CBM Honda 4:52.815 1 17 laps 2 laps 2:38.404 1 37.499

MX2

Já na MX2, o título continua em aberto. O alemão Ken Roczen teve um domingo perfeito: venceu as duas baterias e diminuiu em seis pontos a diferença para o francês Marvin Musquin, segundo colocado na etapa do Brasil.

Na primeira bateria, Roczen liderou treze das dezessete voltas, mas teve muito trabalho para conseguir a vitória. O alemão se mostrou muito rápido durante o dia, assumiu a liderança da prova mas, na oitava volta, errou e viu Marvin Musquin, seu principal rival, ultrapassá-lo.

Mas Roczen mostrou que realmente queria deixar a luta pelo título viva e, na décima volta, recuperou a ponta e a manteve até a bandeira quadriculada. Na segunda bateria, o alemão assumiu a liderança quando faltavam seis voltas para o final e conquistou sua segunda vitória no dia.

O melhor brasileiro na bateria foi Pipo Castro, da equipe 2B Duracell Racing, que terminou na 13ª colocação. Muito constante, o catarinense terminou as provas em 13º e 14º lugares no geral. Após a corrida, ele fez um desabafo.

“Foi uma prova muito boa e eu mostrei, com esse resultado, que estou apto a representar o Brasil no Motocross das Nações. Ainda tenho um mês para me preparar para a prova e espero chegar lá ainda melhor para representar o meu país da melhor forma possível”.

Troféu Honda

Na última bateria do dia, o Troféu Honda, o vencedor foi Endrews Armstrong, seguido de Anderson Amaral e Leonardo Lizott. Anderson liderou boa parte da prova, mas um erro fez com que o paulista fosse ultrapassado por Endrews, que vinha na segunda colocação.

Após o erro do seu principal rival, o piloto paranaense administrou a prova e conseguiu uma vitória tranquila. Anderson ainda conseguiu se recuperar da queda e terminou na segunda posição. Leonardo Lizott foi o terceiro.

“Consegui fazer uma boa largada. No final, o Anderson Amaral se aproximou, mas com a queda dele, deu para abrir uma boa distância. Foi sensacional correr na pista do Mundial. É uma experiência que eu espero repetir mais vezes e quem sabe no ano que vem nas categorias principais”, disse Endrews.

Pela primeira vez em Campo Grande, MS, a etapa foi considerada um verdadeiro sucesso pela organização do evento. A pista foi considerada por todos os pilotos como uma das melhores do mundial e a estrutura também foi muito elogiada por todos os presentes.

“A cada ano que passa, o Brasil se firma mais e mais como uma etapa importante do Mundial de Motocross. Pelo segundo ano consecutivo, recebemos muitos elogios dos competidores e de todos os presentes e acreditamos muito que voltaremos a receber uma etapa no ano que vem”, afirmou Federico Carli, diretor executivo da Bracco Internacional.

O GP Brasil de Motocross 2010 tem o patrocínio do Governo do Estado do Mato Grosso do Sul, Honda, Enersul, Banco Rural, Mormaii, Red Bull, Teka Group, Sidi, KTM, Rebootizer, Cablelettra e Came do Brasil. Realização Bracco Internacional e YouthStream. Supervisão CBM, Federação de Motociclismo do Mato Grosso do Sul e Federação Internacional de Motociclismo.

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