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Brasileiro e mineiro de Rali de Velocidade 2009

Por João Euclides 5 min. de leitura

 

Belo Horizonte
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Correr uma de suas provas preferidas, de quebra, estreando um novo carro e vindo de um ótimo desempenho. Não é de se estranhar a ansiedade digna de iniciante do oito vezes campeão mineiro Eduardo Cunha (FPT/Stola/Carrefour/Socorro Savassi/Sinal/Áustria Bier) para o 18º Rali de Ouro Branco, válido como sétima etapa do Campeonato Brasileiro e terceira e quarta do mineiro, nos dias 19 e 20. Inscrito nas duas competições, o experiente piloto, navegado por Eduardo Sonec@, não esconde que o objetivo é a vitória, apesar da força das duplas na disputa. E destaca que a atmosfera da cidade a 95 quilômetros de Belo Horizonte é única, comparável apenas à de Erechim, que recebe a etapa verde e amarela do Sul-Americano.

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"O mais interessante é que disputei minha primeira prova aqui em 1983. Quem era menino naquela época continua gostando do rali. Faz parte de uma cultura. A cidade respira o evento e isso é um incentivo a mais. Normalmente começo em um ritmo conservador para aumentá-lo a cada prova cronometrada mas, desta vez, vou largar com tudo para brigar pelo primeiro lugar", diz Cunha que, no Brasileiro, corre na categoria N3 (carros com preparação limitada entre 1.400cc e 2.000cc) e, no Mineiro, ocupa a terceira posição na classificação geral e na N2 (carros com preparação limitada até 1.600cc).
Acostumado a encarar as estradas de terra em torno de Ouro Branco, Cunha sabe que não terá vida fácil nos dois dias da prova, mas confia no equilíbrio de seu novo Palio Abarth’2010. Em Mariana (segunda etapa do Mineiro), a vitória escapou por apenas 12 segundos. "A N3 é a categoria mais equilibrada e emocionante do Brasileiro, com carros de várias marcas andando bem. O Focus tem motor maior, mas é mais pesado. O Celta tem menor potência, mas compensa com o peso mais baixo. O Palio está no meio do caminho. Vai ser uma disputa longa e intensa", prevê.

 

ESTRÉIA

Acostumado a acompanhar de fora os duelos das pistas, a tentar transmitir para os leitores toda a emoção da velocidade, o jornalista Rodrigo Gini é mais um a trocar a teoria pela prática. Sub-editor de Esportes de um dos principais jornais mineiros, ele é um dos inscritos para a sétima etapa do Brasileiro de Rali de Velocidade, também válida como terceira e quarta etapas do Campeonato Mineiro e Troféu Fiat, o 18º Rali de Ouro Branco.

Uma das mais tradicionais da modalidade no país, a prova é um verdadeiro batismo de fogo para um time de estreantes, o P1 Rally Team (Gestão Célula/Pro Doctor). Ao lado do piloto, o navegador Luiz Felipe Mendes, outro que disputa sua primeira temporada na competição. Com um valente Corsa GSI da categoria A6 (carros com preparação livre, tração 4×2 e motores até 1.600cc), a dupla sabe que o desafio merece respeito e, acima de tudo, quer aproveitar os quase 120 quilômetros cronometrados para ganhar entrosamento e aprender. A briga por posições neste primeiro momento fica em segundo plano.

 

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"Quem está na frente hoje compete há anos e praticamente decorou os segredos de cada estágio cronometrado. Para nós, tudo é novidade: o comportamento do carro, o entendimento entre piloto e navegador, os diferentes tipos de piso. Até que tudo isso fique automático, leva tempo. Por isso mesmo o objetivo é concluir a prova, aproveitar cada quilômetro para evoluir. Uma prova como Ouro Branco é ideal para os primeiros passos por apresentar todo o tipo de condição, inclusive um trecho em asfalto. E não há treino que substitua a experiência da competição. Com certeza será um momento especial receber a ordem de largada e viver a competição de dentro", explica Rodrigo que, em 1999, venceu a etapa mineira do Brasileiro, em Bicas, como navegador do piloto Eduardo Cunha, na categoria N2 (carros com preparação restrita até 1.600cc).

O navegador Luiz Felipe vive uma emoção dupla. Afinal, será o único representante da cidade na prova – o que não ocorria há anos – e espera contar com uma torcida especial. "Apesar de ter largado em duas provas este ano, uma pelo Paulista em Estiva Gerbi e outra pelo Brasileiro e Mineiro em Sete Lagoas, me sinto como um estreante já que não terminei nenhuma delas. Correr em casa terá um sabor especial, pois, até onde eu sei, é a primeira vez que alguém de Ouro Branco participa da prova. O objetivo é terminar, com o carro sem avarias para ganhar quilometragem já que ainda não temos nem experiência nem equipamento para acompanhar os ponteiros. Vamos tomar 2009 como aprendizado para que em 2010 possamos tentar alçar vôos mais altos"
As duplas de todo o país enfrentarão 10 estágios cronometrados (também conhecidos) como SSs, sendo seis no sábado e quatro no domingo. Entre elas está a exigente e técnica Itatiaia, com seus 17,5 quilômetros de extensão e trechos em descida capazes de testar a habilidade dos inscritos e a resistência dos carros

 

18º Rali de Ouro Branco

Campeonato Brasileiro – 7ª etapa/Campeonato Mineiro – 3ª e 4ª etapas
Sábado (19/9)
07h30min – Largada do primeiro carro
17h30min – Premiação da terceira etapa do Campeonato Mineiro e Trofeo Fiat

 

Domingo (20/9)
8h – Largada do primeiro carro
12h – Super prime
13h30min – Premiacão

Rally

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