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Beleza e esportividade no JAGUAR F-TYPE

Jaguar F-Type

Por João Euclides Salgado 21 min. de leitura

JAGUAR F-TYPE

Interlagos – SP – O F-TYPE traz de volta à essência da marca britânica: um conversível esportivo de dois lugares, focado em proporcionar performance, agilidade e envolvimento ao condutor. Utiliza alumínio e a mais avançada arquitetura rígida e leve, com distribuição de peso ideal que garante tranquilidade e segurança acima da concorrência.

Testamos em Interlagos as três versões: F-TYPE e F-TYPE S, com o novo motor V6 de 3,0 litros — 340 CV no F-TYPE e 380 CV no F-TYPE S — e o F-TYPE V8 S, com 495 CV e 625 Nm (375 Nm/tonelada). Este último acelera de 0 a 100 km/h em 4,3 segundos, atinge velocidade máxima eletronicamente limitada a 300 km/h e emite apenas 259 g/km de CO2.

O câmbio do F-TYPE é um Quickshift de oito velocidades, com relações próximas e comportamento esportivo, para maior controle e prazer na condução. O modelo V6 S inclui ainda uma função de Controle de Arranque (Dynamic Launch) que otimiza a aceleração no arranque.

O design foi inspirado no C-X16 Concept, apresentado em 2011, e chama a atenção pelo capô tipo concha, com sua elevação distinta e proeminente. Os faróis traseiros em LEDs criam um novo estilo esportivo da Jaguar, reinterpretando as linhas clássicas do passado.

PERFORMANCE

O F-TYPE é o veículo perfeito para demonstrar a próxima geração de motores Jaguar Supercharged a gasolina, que combinam valores de potência muito elevados com aumentos substanciais de eficiência.

Exclusivo do F-TYPE S, o novo motor V6 de 3,0 litros Supercharged tem 380 CV e 460 Nm — também disponível nos modelos XJ e XF versões 2013, com 340 CV e 450 Nm. Ele parte do premiado V8 de 5,0 litros, agora em sua terceira geração, com grande rigidez e requinte.

As cabeças com quatro válvulas por cilindro são produzidas em alumínio reciclado, com válvulas controladas por um sistema de distribuição de variação dupla independente, ativado pelo próprio movimento das válvulas de admissão e escape. Com velocidades de atuação superiores a 150 graus por segundo, o sistema otimiza potência e consumo, dando ao V6 uma resposta instantânea em toda a faixa de giros.

Essa entrega de potência imediata é possível graças à injeção direta de gasolina com pulverização direcionada, que coloca combustível precisamente no centro das câmaras de combustão, a pressões de até 150 bar, criando uma mistura ar-combustível mais homogênea para queima mais limpa e eficiente. As velas estão orientadas com precisão em relação ao injetor e à câmara de combustão, e a taxa de compressão subiu de 9,5:1 (no V8 Supercharged) para 10,5:1, reduzindo consumo e emissões de CO2.

Um compressor tipo Roots Twin Vortex de última geração, montado no interior do motor, é a chave da alta eficiência e potência específica do 3.0 V6 Supercharged. Ele evita as perdas de bombagem típicas dos motores turbo de maior cilindrada, melhorando eficiência e resposta. Mais compacto que o compressor do V8, conta ainda com um intercooler refrigerado a água que reduz a temperatura do ar de admissão.

O controle da pressão do Supercharged é feito por um novo software Bosch de gestão do motor. O F-TYPE de 340 CV acelera de 80 a 120 km/h em 3,3 segundos, de 0 a 100 km/h em 5,3 segundos, e tem velocidade máxima limitada eletronicamente a 260 km/h.

Já na versão de 380 CV, o 3.0 V6 Supercharged entrega a maior potência específica já vista num motor Jaguar: 127 CV por litro. O F-TYPE S acelera de 80 a 120 km/h em 3,1 segundos, de 0 a 100 km/h em 4,9 segundos, e atinge 275 km/h de velocidade máxima. As emissões de CO2 são de 209 g/km no F-TYPE e 213 g/km no F-TYPE S.

O topo de gama é o V8 S, com a nova versão do motor Jaguar 5.0 V8 Supercharged calibrada para 495 CV e 625 Nm. Nesta versão mais leve e ágil, acelera de 0 a 100 km/h em 4,3 segundos, de 80 a 120 km/h em apenas 2,5 segundos, e chega a 300 km/h de velocidade máxima limitada eletronicamente. As emissões de CO2 são de 259 g/km.

“Os nossos motores V6 e V8 Supercharged adaptam-se na perfeição à natureza esportiva do F-TYPE, com valores específicos excepcionais de potência e números. Acoplada a estes motores, a caixa "Quickshift” de oito velocidades, com relações muito próximas, é a parceira perfeita para disponibilizar a performance de um esportivo.” Tim Clark, Technical Specialist for Performance and Driveability Attributes, Jaguar

Caixa de oito velocidades

Com oito velocidades de relações próximas na caixa Quickshift, o condutor do F-TYPE explora toda a faixa de giros do motor, sempre na banda ideal de potência a cada troca de marcha. A caixa foi otimizada pelos engenheiros da Jaguar especificamente para uso esportivo, priorizando a aceleração em qualquer relação e regime.

Para tornar as trocas de marcha o mais instantâneas possível, todo o conjunto motor-transmissão do F-TYPE — até os pontos de contato dos pneus com o solo — foi calibrado para máxima rigidez, permitindo entrega de torque mais rápida em regimes intermediários. Assim que a caixa passa para a segunda marcha, uma embreagem de bloqueio elimina o conversor de torque, criando acoplamento mecânico direto entre motor e rodas traseiras.

A sensação de ligação direta se estende à própria seleção de marchas, tornada mais curta e imediata pelo sistema Quickshift, por meio de uma intervenção precisa de torque no instante da troca. O resultado é uma sonoridade mais curta e nítida na troca de marchas, usando a própria inércia do motor para dar sensação de aceleração positiva durante a passagem de caixa.

Os parâmetros da caixa são definidos por uma estratégia adaptativa de seleção de marchas, com 25 programas diferentes conforme o estilo de condução e as condições da estrada. O sistema identifica o estilo de condução analisando aceleração e frenagem, forças em curva, posição dos pedais, perfil da estrada, kickdown e até se o carro sobe ou desce um declive. Ao detectar uma condução mais dinâmica, a caixa faz trocas mais agressivas e seleciona a relação inferior a um regime mais elevado.

A caixa também tem funções voltadas à condução esportiva. Para manter a estabilidade do veículo ao engatar uma marcha inferior, ela instrui o sistema de gestão do motor a dar um toque de acelerador automaticamente e equalizar o regime do motor — o que também permite reduzir várias marchas rapidamente em caso de frenagem brusca.

Se os sensores de aceleração lateral detectarem que o veículo está em curva, a caixa mantém a marcha selecionada. Ela também reconhece manobras de ultrapassagem que exigem mudanças rápidas no acelerador e, nesses casos, mantém a marcha mais curta em vez de subir, garantindo resposta imediata para a ultrapassagem seguinte.

O condutor pode selecionar marchas manualmente a qualquer momento, pelas borboletas do volante ou pela alavanca SportShift. Deslocando o seletor para a esquerda, ativa-se o modo Manual: a alavanca para frente reduz a marcha, e para trás engata a próxima. No Dynamic Mode, selecionado pelo Jaguar Drive Controller, a marcha seguinte não é engatada automaticamente ao chegar à red line — o sistema só reduz a marcha para evitar que o motor morra, deixando o controle nas mãos do condutor.

Dynamic Launch Mode

O F-TYPE S conta com um sistema adicional para otimizar o arranque: o Dynamic Launch Mode. Com o carro parado, o condutor pisa no freio e acelera ao mesmo tempo até o painel exibir a mensagem “Dynamic Launch Ready”. A partir daí, basta soltar o freio e pisar fundo no acelerador — o carro cuida do resto, otimizando a aceleração.

Diferenciais blocantes

O F-TYPE S traz de série um diferencial autoblocante mecânico, escolhido por sua capacidade e autenticidade num esportivo de tração traseira: ele permite ao condutor explorar o equilíbrio do carro e ultrapassar os limites de aderência de forma progressiva e com tato.

Já o V8 S traz de série um diferencial ativo com controle eletrônico, que limita a patinagem das rodas e otimiza a tração. Ele é acionado por um motor elétrico que atua sobre uma embreagem multidisco, capaz de transferir torque para a roda com maior aderência e aplicar bloqueio total quase instantaneamente. Funciona em conjunto com os controles de estabilidade, tração e o sistema ABS, otimizando sempre a aderência disponível.

Sistema de travamento

As três versões do F-TYPE trazem sistemas de freio progressivamente mais potentes, todos com a força esperada de um Jaguar esportivo e a sensibilidade necessária para modulação precisa do pedal.

Todas as versões trazem de série ABS, distribuição eletrônica da força de frenagem e frenagem assistida de emergência. O uso de dinâmica computacional de fluidos (CFD) permitiu otimizar a refrigeração dos freios, com ar frio direcionado por entradas ao lado da grade dianteira e componentes da suspensão moldados para direcionar o fluxo de ar sob o carro.

Sistema Stop/Start Inteligente

O F-TYPE vem de série com o Stop/Start Inteligente da Jaguar, que desliga o motor automaticamente quando o carro para e o condutor pisa no freio. Ao soltar o freio, o motor liga novamente em um tempo menor do que o necessário para o pé passar do freio ao acelerador.

A rapidez do sistema de duplo solenoide permite também uma função de “mudança de ideias”: o motor liga de novo mesmo durante o processo de desligar, caso o carro esteja quase parando num cruzamento e surja uma oportunidade de acelerar e seguir no fluxo do trânsito. O sistema reduz em até 5% o consumo e as emissões.

DINÂMICA

O trabalho de engenharia na zona inferior da carroceria em alumínio do F-TYPE garantiu a melhor base possível para a sensação de ligação com a estrada, agilidade e uma condução recompensadora, como se espera de um esportivo Jaguar. A resposta da direção, da alavanca de câmbio, do acelerador, dos freios e da suspensão foi ajustada para máxima precisão e coordenação.

“Essencialmente, um veículo esportivo excepcional é um veículo que se deseja sempre conduzir porque é divertido, e o F-TYPE preenche, sem dúvida, esse requisito. Trabalhamos arduamente para assegurar que a resposta da direção, do acelerador e dos freios seja absolutamente instantânea, uma tarefa que foi muito simplificada devido à estrutura rígida em alumínio que constitui a base do veículo. É preciso e excitante, um veículo que irá querer utilizar pelo simples prazer de conduzir, e isso é fantástico” afirma o engenheiro-chefe da Jaguar Mike Cross.

A nova estrutura em liga leve usada no F-TYPE aumenta significativamente a rigidez, o que proporciona a melhor plataforma para uma suspensão ajustada com precisão e uma sensação inigualável de cumplicidade com o condutor. A rigidez torcional global do F-TYPE é 10% superior à do premiado XKR-S em alumínio, mas neste modelo importam mais os ganhos obtidos em pontos específicos.

Programas de engenharia assistida por computador resultaram em melhorias de até 30% na rigidez lateral em áreas-chave, como os pontos de fixação da suspensão dianteira. Quanto mais rígida a estrutura, maior a precisão de afinação da suspensão para otimizar agilidade, resposta e ligação com a estrada.

Para uma presença em estrada com as rodas posicionadas em cada canto do veículo, maior estabilidade e cumplicidade com o condutor, o F-TYPE traz suspensão com triângulos duplos sobrepostos, distância entre eixos de 2.622 mm e vias dianteira e traseira de 1.585 mm e 1.627 mm, respectivamente.

A redução das projeções dianteira e traseira concentra a massa entre os eixos, minimizando o momento de inércia e tornando a mudança de direção mais imediata. Por isso, os engenheiros da Jaguar deram atenção especial à distribuição de pesos: não só a bateria, mas também itens como o depósito do líquido do limpador de para-brisa foram posicionados na bagageira em vez de debaixo do capô.

A direção é a forma de comunicação mais imediata entre o carro e o condutor. Para maximizar a sensação de ligação, o F-TYPE tem um subchassi dianteiro em liga leve, que reduz o peso na frente do carro, e uma manga de eixo dianteira mais rígida, também em alumínio, que dá mais precisão e sensibilidade à direção. Isso permitiu montar a engrenagem de direção mais rápida já usada num Jaguar, com resposta excelente e informação constante sobre as rodas dianteiras.

Todos os Jaguar são calibrados para equilibrar conforto e comportamento dinâmico. No F-TYPE, esse equilíbrio pende para um caráter envolvente e esportivo, sem abrir mão do conforto. O Modo Dinâmico, acionado por um botão, realça ainda mais esse caráter esportivo: aumenta a velocidade de resposta do acelerador e da direção, faz as trocas de marcha mais rápido e em regime mais alto, e permite maior perda de tração antes da intervenção do controle de estabilidade. Ele também impede a troca automática para a marcha acima quando a caixa está em modo manual.

O F-TYPE S e o V8 S trazem ainda o Sistema Dinâmico Adaptativo, que controla ativamente o movimento vertical da carroceria e a aceleração longitudinal e transversal. O sistema analisa continuamente as ações do condutor e o comportamento do carro na estrada, ajustando a taragem dos amortecedores até 500 vezes por segundo para otimizar estabilidade e agilidade — com taragens mais firmes para um controle de carroceria ainda maior.

A opção Configurable Dynamics é outra estreia da Jaguar: permite ao condutor escolher quais elementos do Dynamic Mode deseja ativar. Por exemplo, direção e acelerador podem ficar no modo esportivo enquanto a suspensão permanece no Modo Normal. A função também adiciona ao ecrã tátil central um recurso voltado ao uso em pista, com gravação de volta, tempos parciais e telemetria de acelerador, freios e forças G.

A EXPERIÊNCIA DE CONDUÇÃO

“Queríamos que a experiência de se sentar num F-TYPE fosse entusiasmante. O cockpit de um esportivo deve ser um local pessoal e, por essa razão, o nosso objetivo foi proporcionar a sensação de que as superfícies fluíssem para baixo e envolvessem o condutor.

O que fizemos foi dar-lhe o espírito e a essência do que deseja fazer em vez do que é esperado de si. Quanto mais organizado e processado fica o mundo, mais importante é isto”. Ian Callum, Diretor of Design, Jaguar

A intenção do F-TYPE é evidente assim que a porta se abre. A arquitetura do habitáculo reflete seu papel de esportivo “um mais um”, centrado no condutor e em sua interação com os componentes eletrônicos e mecânicos, que juntos criam uma experiência maior que a soma das partes.

O objetivo era um cockpit envolvente, com todos os controles ao alcance das mãos e agrupados logicamente, sem distrações na condução. Há uma divisão clara entre o lado do condutor e do passageiro, marcada pela pega que se estende da console central e envolve os botões do Dynamic Mode e o seletor SportShift — um sinal claro de que ambos são controles do condutor, e também um convite ao passageiro para a condução mais esportiva.

Essa diferenciação é reforçada por acabamentos diferentes do lado do condutor, com materiais mais técnicos no painel de instrumentos e na console central. No S e no V8 S, os controles principais — botão de arranque, borboletas do volante e comando do Dynamic Mode — têm acabamento laranja Ignis, como o usado em relógios de mergulho profissionais.

O volante de três raios e diâmetro reduzido está disponível em couro ou Alcantara, e enquadra um par de instrumentos analógicos — marca registrada da Jaguar —, com números do tacômetro maiores e mais arrojados que os do velocímetro, um convite sutil a explorar o motor. Um ecrã TFT entre os dois círculos traz informações adicionais quando necessário.

A Jaguar foi pioneira no uso de ecrãs táteis para controlar a maioria das funções de seus carros, mas no F-TYPE era importante ter mais controles físicos. As funções de aquecimento e refrigeração foram separadas da tela e ganharam controles físicos abaixo dela: botões rotativos ajustam a temperatura de cada lado do carro, com um mostrador central indicando temperatura e estado. Nos carros com bancos aquecidos, apertar os botões rotativos muda sua função para controlar a temperatura do banco. Uma fileira de interruptores sob os botões remete aos esportivos Jaguar do passado e controla funções extras do ar-condicionado automático.

Outro destaque é o sistema de ventilação com saídas de ar ocultas na parte superior da console central: elas permanecem escondidas até serem necessárias para um ajuste rápido de temperatura, quando então se elevam.

Como em todo Jaguar, o acabamento é luxuoso, mas a paleta de cores é sóbria e técnica para não distrair da condução. Os interruptores têm acabamento preto fosco macio ao toque, com marcações brancas para boa legibilidade, enquanto os detalhes de acabamento usam cromado acetinado e alumínio escuro — mais discretos nos dois modelos “S”, que trazem tons ainda mais escuros que o V6 convencional.

Os bancos esportivos com ajuste elétrico de inclinação e altura, e ajuste longitudinal manual (para reduzir peso), vêm de série. Também é possível optar por bancos com maior apoio lateral para curvas em alta velocidade, ambos disponíveis com ajuste elétrico, incluindo apoio lombar e lateral.

O F-TYPE oferece três sistemas de áudio, dois deles da britânica Meridian, com 10 ou 12 alto-falantes de 380W e 770W, respectivamente, aproveitando a experiência da marca em processamento de sinais digitais. O topo de linha é o sistema Trifield, também da Meridian, que posiciona os dois ocupantes exatamente no centro de seu próprio palco sonoro.

DESIGN EXTERIOR

A mensagem visual dinâmica começa na grade, que segue a forma das berlinas Jaguar XF e XJ, com linhas novas que criam identidade de esportivo — visível já no atraente C-X16 Concept. A grade é mais suave e larga, levemente inclinada para a frente para dar sensação de movimento mesmo com o carro parado, com um novo desenho hexagonal que dá mais profundidade que o motivo diagonal anterior.

A grade tem duas entradas de ar tipo “guelras de tubarão”, pensadas para gerar o maior impacto visual e garantir que o F-TYPE seja reconhecido de longe no retrovisor. É a partir dessas entradas e da grade que a forma do carro ganha corpo: o capô em concha é produzido em peça única e traz a típica elevação da Jaguar e a grade de ventilação dupla.

A aleta que separa as entradas de ar em forma de guelra marca o início de uma das linhas mestras que definem, em dois traços, o perfil e a vista superior do F-TYPE. Essa linha sobe pela grade e forma um vinco na parte superior do paralama dianteiro, dando ao condutor uma indicação visual da potência do motor e ajudando a posicionar o carro com precisão em curva.

As dimensões de um esportivo permitem criar algo visualmente emocionante, tão visceral quanto físico. Para a Jaguar, o design de um esportivo se define pela intenção: envolver ocupantes e mecânica num conjunto o mais emocionante, belo e sensual possível, sem superfícies ou adornos desnecessários.

“Uma peça de design deve contar uma história e é por isso que todas as linhas do F-TYPE têm um início, uma direção e uma conclusão. Se abordarmos cada linha individualmente e se o fizermos da forma mais correcta possível esteticamente, e se mantivermos as proporções adequadas, irá resistir o passar do tempo.” Ian Callum, Diretor of Design, Jaguar

A importância dessa linha mestra é reforçada pelo desenho dos faróis que, por sua orientação vertical em vez de horizontal, conduzem o olhar ao longo do vinco em vez de interrompê-lo. É um exemplo de como a tecnologia moldou o design do F-TYPE: a unidade compacta Bi-Xênon precisa de apenas um farol, e as luzes diurnas em LED reforçam o efeito gráfico dessa linha ao atravessar o farol.

A linha principal segue pela parte superior do paralama, desce pela linha da porta e desaparece no spoiler traseiro. Refletida pela linha que parte da grade lateral e pela embaladeira, ela transmite sensação de velocidade ao perfil do carro, dando à porta um efeito de fuselagem. A parte superior da grade lateral é formada pelo bordo inferior do capô e traz o nome Jaguar.

Outro exemplo do uso da tecnologia para um design limpo são os puxadores externos ocultos nas portas: eles ficam embutidos, à face do painel, até serem liberados pelo controle remoto ou pelo toque numa área sensível do puxador. Estampados com o nome Jaguar, seu acionamento automático funciona como um “aperto de mão” que convida a entrar. Ao arrancar, os puxadores voltam à posição oculta, mantendo a superfície aerodinâmica.

A segunda linha mestra começa no extremo traseiro da porta, sobe e se abre para transmitir sensação de potência no trem traseiro, reforçando que as rodas de trás são as motrizes. Ela desce em seguida, percorrendo toda a traseira numa curva contínua, formando uma parte de trás baixa, larga e elegante.

Para esse efeito, o F-TYPE tem um spoiler traseiro oculto, que se eleva a partir de uma velocidade predeterminada para equilibrar as forças de sustentação dianteira e traseira: sobe acima de 100 km/h e recolhe abaixo de 65 km/h. Um pequeno splitter dianteiro e um difusor traseiro completam a ajuda aerodinâmica, refletindo também a distribuição equilibrada de peso do carro.

A largura da traseira é reforçada por faróis estreitos em LED que envolvem o paralama até quase as extremidades das abas. Eles parecem ocultos até entrarem em funcionamento, aparentando opacidade até serem ativados. A luz de ré e os faróis de neblina ficam integrados ao painel inferior traseiro. Assim como a grade dianteira se inclina para a frente, a traseira “entra” para baixo, como se o carro esperasse ativamente para dar um salto à frente.

As ponteiras de escape diferenciam as versões V6 e V8. O V6 tem ponteira dupla central, como os esportivos Jaguar do passado — as maiores e mais arrojadas já usadas num Jaguar, produzidas em peça única de aço inoxidável, com superfície brilhante contínua. O V8 tem duas ponteiras duplas nos extremos, como nos modelos XKR e XFR, viabilizadas por um painel inferior traseiro diferente.

Outros detalhes diferenciam as três versões pelos materiais usados nos elementos externos. O V6 traz grade dianteira, grades laterais, splitter dianteiro e difusor traseiro em preto acetinado; nos dois modelos “S”, esses componentes têm acabamento brilhante. O V6 vem de série com rodas de liga leve de 18 polegadas, com opção de 19 ou 20 polegadas — estas últimas de série no S e no V8 S. O V8 S traz ainda equipamento aerodinâmico adicional: aletas dianteiras sob as guelras de tubarão e extensões das embaladeiras, para estabilidade nas altas velocidades que consegue atingir.

O F-TYPE tem capota de lona em vez de capota metálica, por se adequar melhor ao propósito do esportivo: reduz peso, otimiza o conjunto e ajuda a manter o centro de gravidade baixo, para maior estabilidade. A capota abre e fecha em apenas 12 segundos, mesmo em movimento, até 50 km/h. Sua construção em múltiplas camadas inclui uma camada de Thinsulate, para isolamento térmico e acústico.

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